Estou envolvido num turbilhão de sentimentos que me sufocam. Não sei dizer o que sinto, nem se sinto. Pensava que umas horas a mais de sono me faziam despertar, mas estou completamente esgotado, física e psicologicamente, nada mudou desde a última vez que encostei a cabeça na almofada. Psicologicamente estou morto. Não consigo fazer nada entrar, e o que sai parece não fazer sentido. Estou a remar contra águas bravas, águas que nos meus sonhos se adivinhavam tranquilas e fáceis de navegar. É hilariante tudo o que se passa. As várias partes do meu sistema não estão a interagir, cada uma quer fazer o seu todo, e não um todo comum.
Estou a desesperar para que os ponteiros do relógio acentem sobre as 19horas. Preciso dir fazer teatro e isolar-me do mundo durante as duas horas de ensaio. Preciso de sair de mim para me encontrar.
Contrário ao exactamente tudo feito ter podiamos que reparando não, sentido só um tivesse vida nossa a se como, rodeia nos que o ver sem Mundo o vivemos.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Compressão
Estou farto de rotinas, odeio-as. Canso-me de tentar sair delas e mesmo assim não consigo. Sinto-me triste com isto. Quero ser eu mesmo, ter mais liberdade. Tento? Sim. Consigo? Não. Estou furioso, angustiado. Tento tirar mais proveito do que me rodeia - e vejo tanto para tirar - mas, por outro lado, sou obrigado a seguir um caminho já pisado: o da segurança. De que vale querer se não se pode ter? Ou estamos a querer em demasia? Somos ingratos por querer mais do que temos? Não sei, mas sinto-me assim. Sinto-me encorralado desde muito pequeno. Não por mim, mas pela sociedade. Há que ser diferente, seguir instintos, sermos espontâneos. Fico feliz por quem o consegue - se tal existe - pois eu não o consigo fazer. Tento todos os dias e canso-me cada vez mais. Irrita-me o facto de o Futuro se tornar superior ao Presente. Não quero viver num mundo onde não existam consequências, longe disso. Há que respeitar os que nos rodeiam no dia de hoje, para que amanhã continuem ao nosso lado mas, há que dar vida a vida. Numa Era em que as máquinas evoluem à velocidade da luz, sinto-me a evoluir no mesmo sentido delas, à mesma, assutadora, velocidade. Qualquer dia espirro e sai-me um parafuso do nariz.
Será que ser a ovelha preta no meio das brancas é sinónimo de felicidade? É melhor ser rico e infeliz, ou ser feliz e pobre?
Será que ser a ovelha preta no meio das brancas é sinónimo de felicidade? É melhor ser rico e infeliz, ou ser feliz e pobre?
domingo, 9 de janeiro de 2011
Continuo sentado dentro de mim à espera que as pessoas saibam ser mais do que mostram. Não estou a ser sonhador, estou a tentar ser um bocado realista.
Anda meio mundo preocupado mas, em vez de agirem, só sabem é falar. Não preciso de muitas palavras porque, na maioria das vezes, nem eu sei o que dizer. Querem ser úteis? Abracem-me. Contúdo, ainda não consegui perceber uma coisa: Ou não se sabe viver o presente, ou então a vida dos outros é mais importante. Para a última tenho uma solução: arranjem uma vida.
Anda meio mundo preocupado mas, em vez de agirem, só sabem é falar. Não preciso de muitas palavras porque, na maioria das vezes, nem eu sei o que dizer. Querem ser úteis? Abracem-me. Contúdo, ainda não consegui perceber uma coisa: Ou não se sabe viver o presente, ou então a vida dos outros é mais importante. Para a última tenho uma solução: arranjem uma vida.
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