segunda-feira, 7 de novembro de 2011

E tudo o vento 'mudou'

Chegas, páras, olhas e vês. Tens um brilho especial nos teus olhos e tu sabe-lo, mas és discreta nesse conhecimento. Passas a mão pelo cabelo e deixa-lo cair, lentamente, sobre a pele suave do teu pescoço. Sorris como quem fala para o mundo, e deixas o mundo mudo a observar-te.Não te consigo descrever mas não paro de te escrever na minha cabeça. Alteraste o meu campo gravitacional e, agora, sou apenas um objecto perdido no teu espaço, sem ponto fixo, sem pensamento lógico. Não sei se quero entrar na tua órbita, mas também não quero fugir-lhe.Quero ser-te indiferente, no entando pergunto-me: será que alguém conseguiu ignorar o brilho da Lua?

sábado, 9 de julho de 2011

Sempre pensei que o que fazia falta às pessoas fosse a capacidade de, algum modo, serem melhores que as outras, sem as pisarem. Afinal parece lhes faz falta serem, "apenas", melhores do que elas mesmas.

domingo, 12 de junho de 2011

Cabo da Boa Esperança

Quando nos deixamos ir pelo rumo da maré, percebemos qual a verdade das águas. A verdade é que se perdem marinheiros pelo caminho, nem todos nos conseguem acompanhar. Porquê? Selecção Natural, penso. Já Darwin dizia "Na sobrevivência dos indivíduos e raças favorecidas, durante a luta constante e recorrente pela existência, vemos uma forma poderosa e incessante de seleção."
A minha tripulação está mais pequena mas mais forte. Obrigado marinheiros.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Um sorriso para mim

Depois de tantas noites inquietas, depois de tanta água desperdiçada em torno da face, sinto que me estou a reencontrar. Procurei tanto por paz de espírito, por uma brisa fresca que me fizesse sentir vivo, e ela estava dentro de mim. Tão longe e tão perto, tão grande e tão difícil de agarrar.
Não é a vida uma dança? Por vezes a solo, umas vezes a pares, outras vezes em grupo, uma roda viva de ritmos e movimentos espontâneos. Voltei a encontrar o meu par, voltei a encontrar-me. Vou ficar dorido de tanto movimento e tirar prazer disso. Sinto-me a levantar voo com os pés no chão. Estou em viagem, não me acordem.

sábado, 16 de abril de 2011

Sinto-me estupidamente vazio e fraco. Quando tudo parecia seguro, os telhados mostraram-se de vidro e a chuva inundou-me por dentro. Destroço, esboço.
Uma boa noite de sono pode ser que resolva tudo isto. Até amanhã.

Sinfonia

               Apetece-me escrever, mas não sei bem quais as palavras que se enquadram melhor no início de tantas outras.            
               Falemos de amizade. Falemos de cumplicidade.
               Como tens vindo a saber, os amigos para mim são uma grande base de sustentação. Passam por ser a minha alegria, a minha paixão e o meu orgulho. Sem amizade, acho que não tinha metade da força que tenho, para encarar as adversidades que se fazem sentir, ao longo dos meus dias. Sinto-me grato por ter certas pessoas por perto. Mesmo que não estejam presentes naquele momento, sei que estarão lá para me apoiar quando mais precisar. São meus cúmplices e eu, cúmplices deles.          
               Cumplicidade…não te soa bem?               
               Ao sentir-me cúmplice, sinto-me mais próximo, mais dinâmico, mais eu. Sinto que estou a dar uma parte importante de mim e, ao mesmo tempo, a receber um bocado do coração do outro. É com uma fusão momentânea, onde um sentimento ou uma emoção são partilhados por apenas duas pessoas, algo aconchegado (duma maneira metafórica).
               Nem tudo é um mar de rosas, não estivéssemos nós a falar da Vida.
               É usual ver-se, cada vez mais, a efemeridade que acompanha lado-a-lado estas duas palavras de conteúdo inumerável. Muitas vezes perco-me no meio de tanta pintura abstracta, no meio de tanta incerteza e instabilidade que recebo dos que me rodeiam. Quero sentir-me forte, seguro e confiante mas, dou por mim a flutuar no espaço em determinados momentos. Por mais seguro que possa estar, não vivo sozinho no Mundo. Não me arrependo que assim seja, embora seja difícil gerir todo um conjunto de sentimentos que vão e vêm, ficam e desaparecem.
               Provavelmente, perguntas aos teus botões neste momento: Qual é a cena onde entro?
               Entras agora. Aliás, estás desde início neste texto. Retratas o outro lado do espelho onde estas coisas más se reflectem. Queres saber porquê? Eu explico.
               Tens sido uma bolha de ar fresco quando estou contigo (e mesmo quando não estás). Tenho amigos muito bons, não há dúvida disso, mas tu estás a tornar-te também um deles. É bom ter pessoas novas na nossa vida, que nos façam vislumbrar novos ideais, novos conceitos, novas formas de ver o Mundo que nos rodeia. A falar contigo sinto-me livre, sinto-me mais próximo daquilo que sou. Isso é bom, não é? Foste a agulha no palheiro, és a agulha no palheiro. Sei bem a idade tenra na nossa amizade mas, sinto-a com grandes bases para crescer saudável e frutuosa. És o tipo de pessoa a quem apetece abraçar numa noite de Inverno, servindo de companhia para contemplar o frio que mata quem lhe faz frente.
               Podia pintar mais algumas palavras? Podia, mas não era a mesma coisa.
               Uma palavra: Obrigado
              Um sentimento: Tantos

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A capacidade que as pessoas têm de fugir àquilo que são impressiona-me e deixa-me incrédulo. Não sou grande exemplo no que toca a decisões concretas, isso é certo, mas não o escondo. Vejo banalizado o sentido de sinceridade, tornando-se tão vulgar como uma mentira. Nunca pus de parte a hipótese de ser eu o criminoso deste filme e não apenas a vítima, mas parece-me que, num segundo, tudo o que podia esperar de alguém é levado pelo vento. Continuo a tentar encaminhar pessoas para o meu altar que escorregam na sua própria sombra, ficando a meio caminho.
Diz-se que as coisas mais difíceis de alcançar são aquelas que, quando atingidas, duram mais tempo. Sinceramente, estou farto de coisas difíceis e não sei até que ponto tudo isto pode ser verdade. Nunca fui de desistir facilmente dos meus objectivos, por isso tenho a certeza o quanto doei de mim, o suficiente para ter de receber uma resposta que me fizesse continuar a apostar nisto tudo. Tudo isto, e de uma forma mais agressiva, poderá ser comparado ao facto de alguém pagar uma conta de mil euros e apenas receber um comprovativo de pagamento com o valor de cem euros...chato não?
Há sempre um lado positivo em tudo na vida, é apenas uma questão de descobrir qual é.